Conselho de Administração

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“Estratégia e risco” devem ser discutidos de forma única e fazer parte continuamente da agenda do Conselho de Administração. (Foto: Divulgação).

A performance das empresas ainda demandará atenção a alguns itens essenciais – gerenciamento dos riscos mais significativos, inovar e obter benefícios das novas oportunidades e a execução do plano estratégico. Todavia, o seu contexto tem mudado rapidamente – e profundamente – à medida que avanços tecnológicos, rupturas dos modelos tradicionais de negócio, alta expectativa e ativismo dos investidores e demais stakeholders, e a volatilidade e as mudanças políticas globais desafiam as empresas e seus Conselhos de Administração a repensarem o planejamento e a execução da estratégia, e o papel dos líderes neste processo. Analisando os resultados de nossa pesquisa mais recente e das interações com conselheiros de administração e líderes corporativos ao longo do ano, destacamos oito temas que os Conselhos de Administração devem ter em mente no seu papel de liderar o rumo das empresas.

Reconheça que equilibrar e alinhar a estratégia da empresa com os principais riscos do negócio será mais importante – e mais desafiador – do que nunca.

As mudanças ocorrem de forma dramática e bastante rápida em poucos meses: a votação pelo Brexit no Reino Unido, a vitória de Trump nos Estados Unidos e o processo de impeachment no Brasil são acontecimentos que muitos especialistas não previam ou mesmo não faziam parte do cenário aplicado no plano estratégico de muitas empresas. Com certeza, situações como estas terão grandes impactos nas políticas locais,  mercados globais e no cenário geopolítico mundialmente. O fato de tão poucos terem antecipado esses acontecimentos, apesar das exaustivas análises que os precederam, é um importante lembrete às empresas de como os sinais do mercado podem ser facilmente ignorados (seja por uma visão histórica e conservadora ou avessa a cenários de mudanças) e como uma mudança total no modelo de negócio pode alterar o cenário rapidamente.

O panorama político se tornará mais claro, mas o cenário competitivo permanecerá bastante dinâmico e incerto, deixando pouco tempo para refazer o curso do negócio. Os contínuos avanços e inovações tecnológicas, rupturas nos modelos tradicionais de negócios, o surgimento e a ansiedade dos millennials e outras mudanças demográficas, as crescentes demandas dos consumidores e das expectativas dos empregados, entre outros itens, desafiarão as empresas a terem uma maior agilidade e habilidade para adaptação a este cenário instável. Considere como realidade a constante transformação. A gestão tem um processo efetivo de monitoramento das mudanças no ambiente externo e testa a validade de premissas estratégicas e de riscos estabelecidos? Esse processo prevê que ajustes podem ser necessários? O Conselho de Administração possui
entre seus membros, conhecimento suficiente para relacionar as forças externas com o plano estratégico e o perfil de risco da empresa? Mantenha a estratégia como uma discussão constante (ao invés de uma “decisão” anual) que considere a otimização de risco (ao invés de somente evitá-lo) e a criação de cenários que exijam debates e questionamentos entre os membros. Em resumo, “estratégia e risco” devem ser discutidos de forma única e fazer parte continuamente da agenda do Conselho de Administração.

Desenvolva e execute a estratégia também considerando todos os seus impactos externos

O contexto do desempenho corporativo tem mudado rapidamente à medida que fatores externos abrangendo forças políticas, sociais e regulatórias remodelam o cenário competitivo. Nesta linha, a percepção do papel das empresas na sociedade tem se deslocado de uma visão periférica para o centro do pensamento corporativo conforme as expectativas dos investidores, consumidores, funcionários e demais stakeholders desafiam as empresas a compreenderem o impacto da sua estratégia e atuação. O desenvolvimento e a execução da estratégia requerem uma abordagem holística, abrangendo uma visão completa dos riscos e das oportunidades – de natureza financeira, reputacional e regulatória, referente a desenvolvimento e retenção de talentos, entre outros – que impactam a empresa e seus diversos stakeholders no longo prazo.

 

Fontes:

 

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