O desafio de mensurar os benefícios das boas práticas

O desafio de mensurar os benefícios das boas práticas

Tema cada vez mais essencial e em constante evolução diante de um ambiente de negócios dinâmico, a governança corporativa é o elo entre os objetivos de negócio das organizações e as ações necessárias para a geração e preservação de valor das empresas. (Foto: Divulgação).

“Os modelos de governança corporativa conectam as expectativas da administração com a realidade cotidiana das corporações. Sem esse modelo, adequadamente desenhado e implementado, o risco de não se atingir os resultados esperados é grande”, explica Ronaldo Fragoso, sócio-líder da Consultoria em Gestão de Riscos da Deloitte.

Para garantir o crescimento sustentável das companhias, é preciso buscar a avaliação e o aperfeiçoamento contínuo das práticas de gestão e encontrar o ponto de equilíbrio entre as necessidades da empresa e as melhores práticas do mercado.

Há hoje uma diversidade de assuntos relacionados a governança corporativa na pauta dos tomadores de decisão – desde aspectos regulatórios, como a nova Lei Anticorrupção, até requisitos relacionados à sustentabilidade e segurança de informações, como aqueles aplicáveis ao ambiente de mídias sociais, entre muitos outros.

“Estes temas estão cada vez mais presentes nas empresas que pretendem melhorar sua gestão e se destacar nos mercados em que atuam. É uma realidade para organizações dos mais diferentes portes e áreas de atuação, e não apenas para aquelas que já abriram ou planejam abrir capital”, declara Fragoso. Ele explica também que a boa governança corporativa envolve o desenvolvimento de um sistema que articule as relações entre os acionistas, o conselho de administração e a gestão das operações.

Maior retorno

Empresas com boas práticas de governança, representadas pelo índice IGC (Índice de Governança Corporativa) – que avalia o desempenho de ações de empresas admitidas nos Níveis 1 e 2 no Novo Mercado da BM&F Bovespa – se mostram mais atraentes a investidores e garantem um maior retorno aos acionistas.

O gráfico da próxima página mostra como o mercado responde positivamente a esse tipo de investimento, registrando a ascensão das companhias listadas na BM&F Bovespa que apresentam as melhores práticas de governança. Esse grupo, representado pelo Índice IGC, obteve, ao longo da última década, uma evolução significativamente superior à registrada pelo Ibovespa.

Fragoso explica que o IGC é uma referência fundamental, porém, em função da velocidade com que as mudanças ocorrem no mundo dos negócios, o índice não chega a contemplar mais todos os aspectos de governança que afetam as empresas na atualidade, como marca, reputação, sustentabilidade e responsabilidade social. “Hoje se discute muito como incorporar esses novos fatores, muitas vezes intangíveis, ao ambiente da governança corporativa”, pondera.

 

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