Os desafios de um auditor interno

Estima-se que empresas perdem 5% da sua receita anual para fraudes.

Segundo IPPF The IIA Global, 2120 – Gerenciamento de riscos, a atividade de auditoria interna deve avaliar a eficácia e contribuir para a melhoria dos processos de gerenciamento de riscos.  A auditoria interna precisa considerar no seu planejamento dos trabalhos o “risco de fraude”, utilizando-se de técnicas de análise de dados para tornar as análises mais abrangentes, efetivas e eficazes. Ou seja, precisa reduzir a probabilidade ao máximo de “não detectar risco de fraude”, afinal, auditor precisa mitigar riscos inerentes a sua atuação.

Enquanto regras e leis regulamentarem o mundo corporativo, fraudadores encontrarão uma forma de violá-las. A Association of Certified Fraud Examiners (ACFE) estima que empresas perdem 5% da sua receita anual para fraudes. Há décadas, acionistas e executivos têm se preocupado com as ocorrências de fraudes pelo mundo.

No Brasil, após a Lei anticorrupção nº 12.846/13 e a Operação Lava Jato, deflagrada em março 2014 e a qual buscou-se empresas envolvidas em esquemas de corrupção contra erário público, intensificou-se a busca pelo fortalecimento dos mecanismos de controles internos para prevenir e remediar riscos de fraude e conformidade.

O alto número de casos de fraude e corrupção relatados na mídia nos últimos anos indica que o ambiente das empresas está cada vez mais vulnerável à materialização de “risco de fraude”, podendo gerar perdas financeiras expressivas, redução das margens de lucros, dano à imagem e até a falência.

Desde pequenas empresas locais a multinacionais, as empresas precisam rapidamente adequar suas estruturas e mecanismos de defesa do risco de fraude. A auditoria interna – considerada a terceira linha de defesa, precisa atuar com a missão de ser “o melhor goleiro do mundo” para continuar melhorando a sua habilidade de identificar risco ou ocorrência de fraude.

A evolução de soluções tecnológicas, como a análise preventiva de dados, pode fazer com que as empresas repensem a ideia de que perdas causadas por fraude são inevitáveis.

Segundo a ACFE, as organizações que não possuíam controles internos voltados para a prevenção de fraude sofreram, em média, duas vezes mais perdas quando comparadas com empresas que possuíam programas antifraude, tais como o monitoramento e análise de dados e sistemas, avaliação de gestão e canais de denúncia.

Diante do exposto, o auditor interno deve zelar e ter habilidades para o bom exercício da sua função com independência e profissionalismo, visando aumentar a probabilidade de identificar erros significativos, fraudes ou não conformidades, buscando realizar análise de dados no planejamento e execução das auditorias.

Cada vez mais, para os executivos que buscam aumentar a competitividade de suas empresas, a prevenção de fraudes executada de forma eficiente  se mostra uma oportunidade única para melhorar os resultados da empresa e reduzir perdas.

O grande desafio não é apenas ser cético e ter uma boa experiência para investigar fraude. É necessário conhecer a cultura, processos, controles e complexidade das operações dos negócios. Além disso, o profissional deve ser especializado em detectar riscos de fraude e ter a habilidade para investigar, atentando para os aspectos legais com objetivo de reduzir a chance de passivos jurídicos e riscos para empresa decorrente de uma investigação mal conduzida.

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