Comunicação nas empresas familiares

80% das organizações brasileiras são comandadas por empresas familiares.

Saber se comunicar com o público interno é a ferramenta mais importante de uma gestão corporativa. Além de integrar a equipe, promover mais engajamento entre os membros e aumentar a produtividade, é uma estratégia de negócio que fideliza também os clientes externos. Ou seja, é um benefício que contagia todos os envolvidos. Nas empresas familiares, o processo de comunicação costuma ser um pouco mais truncado, na medida em que envolve comunicação entre sócios e parentes.

Como resolver conflitos nas empresa familiares? Conheça sete dicas que podem fazer toda diferença na organização.

  • Melhorar a Comunicação Interna

A falta de disposição para ouvir a opinião dos outros, dividir conhecimentos e trocar experiências não vai levar a empresa a lugar algum. A comunicação é uma habilidade complexa, cheia de nuances que podem ser interpretadas tanto como positivas quanto como negativas.

Também convém considerar que algumas atitudes podem prejudicar os relacionamentos. Fazer críticas pessoais em público, desprezar a sugestão do outro, evitar contato visual enquanto fala ou estar sempre na defensiva são alguns exemplos.

Boas práticas incluem a capacidade de ouvir, interagir com o grupo, estabelecer momentos específicos para o diálogo, adotar uma ferramenta de comunicação, oferecer treinamentos e outras.

  • Lidar com o desinteresse da família

Apesar de ser comum o empreendedor começar o negócio sozinho e depois as gerações futuras tomarem conta, há casos em que o herdeiro segue um caminho completamente diferente do que foi pensado inicialmente.

Antes de qualquer planejamento é importante considerar o contexto, dialogar com a família e não forçar a barra. Muitos são infelizes hoje porque se sentiram obrigados a continuar uma tradição da qual não queriam fazer parte. Não esqueça de que cada um tem o direito de seguir os próprios talentos.

  • Ter um plano de desenvolvimento de negócio

Conhecer cada departamento da organização é importante, mas nada se compara ao fato de fazer com que os filhos participem, mesmo que de forma indireta, das principais tomadas de decisão.

Para que a empresa seja sustentável por diversas gerações, é fundamental que todos vivenciem o plano de desenvolvimento do negócio. Dessa forma, a probabilidade de o herdeiro desejar assumir o controle é muito maior.

DICA: Você pode conferir mais exemplos no artigo “O que mantém as empresas prosperando por gerações”.

  • Fazer um acordo familiar

O acordo é uma série de normas que determina a relação entre sócios, família e negócios. Entre elas, estão informações sobre quem vai trabalhar, a responsabilidade de cada um, nível de autonomia dos parentes, processos de sucessão e outros detalhes.

É importante documentar as decisões por escrito e que todos os membros assinem o acordo. Assim, é possível ter mais segurança nas questões que envolvem a continuidade da empresa.

  • Formar um conselho familiar

A importância do conselho está diretamente ligada ao grau de maturidade da governança nas empresas familiares.

Todos podem participar, até mesmo pessoas externas à empresa, como empresários, especialistas, consultores etc. Para que tudo funcione bem, é recomendável estabelecer a periodicidade das reuniões para não perder o foco nos objetivos.

  • Definir o futuro da empresa

Não é porque deu tudo certo na empresa durante 50 anos que ela vai continuar bem, concorda? O mercado muda constantemente e o comportamento do consumidor também. É um processo complexo que pode ser facilitado com algumas práticas.

Principalmente, se o comando da nova geração e a gestão atual se unirem para fortalecer o planejamento e as tomadas de decisão com foco no desenvolvimento sustentável. Nesse momento, é natural reconhecer a necessidade de procurar a ajuda de um especialista.

  • Incluir um mediador na resolução de conflitos

É sempre bom ter uma pessoa capaz de analisar situações e conflitos do lado de fora dos acontecimentos. Geralmente, quem está vivenciando não consegue enxergar as soluções, pois é influenciado por questões emocionais.

Entretanto, é possível buscar ajuda de terceiros, ou seja, pessoas que não possuem vínculo familiar e nem faz parte do negócio diretamente. Não hesite em procurar pessoas experientes na área de comunicação para obter resultados positivos na empresa.

Se uma mudança estratégica interferir no comportamento do funcionário, agir com transparência e ética é sempre o melhor caminho.

Os vínculos emocionais entre os membros da família no ambiente corporativo também podem impactar o relacionamento profissional. Motivo de preocupação é a ausência de capacitação, já que isso pode interferir no bom andamento dos projetos.

Com todas as suas características, as empresas familiares apresentam certas vantagens, como o comprometimento e a lealdade dos parentes que podem fazê-la crescer ainda mais e se tornar uma grande organização. Ao mesmo tempo, também apresentam desvantagens e desafios, que podem até ser motivo de falência.

É necessário, portanto, identificar os processos de comunicação e de poder no sistema empresarial familiar. “O que é de competência dos gerentes aprovarem, comunicarem, etc., a mesma situação com a diretoria e assim sucessivamente. As empresas familiares devem seguir as boas práticas de gestão”.

 

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