Mais de 350 mil empresas familiares devem mudar seu comando

“No Brasil, 163 organizações participaram do levantamento de dados para a pesquisa.”

De acordo com dados da consultoria PwC, a liderança de mais de 350 mil empresas familiares e privadas no mundo deve mudar de mãos nos próximos anos por conta da aposentadoria de seus controladores. O estudo constatou que uma minoria dessas empresas já tem sua sucessão organizada. Peter Englisch, consultor da PwC, disse ao jornal Valor Econômico que apenas 15% delas têm um plano de sucessão “robusto, formalizado e já comunicado” e 30% ainda precisam envolver a próxima geração em seus planos.

A pesquisa informa que 57% das empresas familiares no mundo planejam repassar o comando para a próxima geração, 40% nos cinco anos adjacentes. A preocupação em relação à continuidade do negócio é unânime entre as corporações. A primeira geração supera as subsequentes quando se avalia o crescimento das empresas, segundo a PwC. O sucesso se refere ao fato de que essas gerações mostram maior aptidão para crescer a uma taxa de dois dígitos.

No Brasil, as companhias controladas por entes familiares privilegiam mais o ambiente econômico, a necessidade de inovação, a regulação e a corrupção do que outras empresas ao redor do mundo. Em entrevista ao Valor, Carlos Mendonça, sócio da PwC, afirmou que a adoção de tecnologias para inovar já é real entre as companhias nacionais, que utilizam mais automação e aceleram, assim, o ritmo dos negócios.

63% das organizações no país citam a corrupção como um desafio a ser enfrentado. O número é elevado, comparado à média global, que é de 23%.

Para os próximos dois anos, a consultoria projeta um cenário de crescimento. Das empresas analisadas, 84% esperam crescer, sendo 68% de forma constante e 16% preveem evoluir rapidamente e agressivamente. O Oriente Médio e a África se mostram mais otimistas, seguidas de Ásia-Pacífico, Leste Europeu, América do Norte, Américas Central e do Sul e Europa Ocidental.

Desde 2002, a PwC realiza o estudo a cada dois anos. Neste ano, entre junho e setembro, 2.953 empresas foram ouvidas, em 53 países. No Brasil, 163 empresas participaram do levantamento.

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