Transformação Digital: desafio para as empresas familiares em 2019

“Um processo de transformação exige que os líderes compreendam em profundidade as tecnologias disponíveis”

*artigo internacional*

Nos países da OCDE, a contribuição da economia digital para o PIB é de 6% – de acordo com dados do FMI – e o crescimento acelerado é projetado na próxima década. Na Colômbia, a economia digital representa menos de 2% do PIB, portanto a oportunidade de crescimento é enorme.

Não se adaptar à mudança ou antecipá-la tem sido caro para as principais empresas do mundo.

Nos Estados Unidos, apenas 4 das 10 principais empresas de uma década atrás ainda estão nessa posição. A Colômbia e outros países da região mostram essa mesma tendência para 2019.

De acordo com o novo Digital Maturity Index (IMDV), elaborado pela Virtus Partners no Chile e baseado na Colômbia, é evidente que, embora a taxa seja melhor (8 das maiores empresas conseguiram ficar no Top 10),  metade dos CEOs consultados pela Virtus confessam  que não sabem o que fazer para enfrentarem as mudanças, tanto por causa da incerteza causada pela ruptura, bem como a falta de habilidades técnicas e de liderança necessárias para lidar com a transformação de suas empresas.

Os modelos que os tornaram bem sucedidos até agora, incluindo seus próprios padrões culturais e de liderança, estão sendo profundamente ameaçados e admitidos. No entanto, poucos sabem como ser proativos e eficazes sobre isso.

“Grandes empresas familiares estão ficando para trás. Hoje a velocidade de mudança e adaptação são mais aceleradas e, como em qualquer interrupção, o mais fácil é continuar operando como sempre foi feito ao invés de desafiar paradigmas, adaptando-se ao novo contexto “, diz Andrés Maldonado, sócio-gerente da Virtus Partners Colombia. Maldonado afirma que o maior desafio para grupos familiares na Colômbia e na região para 2019 é a Transformação Digital.

 Grande parte das empresas familiares ainda não perceberam o tamanho do desafio e o risco de serem ultrapassadas por concorrentes mais ágeis e ligados aos consumidores.

Graças à democratização da informação, a desmaterialização do mundo físico e a digitalização de processos que o progresso tecnológico trouxe,  o contexto em que as empresas operam está mudando rapidamente: os consumidores são mais capacitados, demandando propostas de valor que se adaptem às suas necessidades; os concorrentes são menos previsíveis, alavancados em tecnologias disruptivas para alcançarem consumidores de maneira mais econômica e conveniente;  e os dados, antes escondidos ou subutilizados, tornaram-se ferramentas poderosas para o conhecimento do consumidor e para a otimização de processos.

Levando em conta essas variáveis ​​e desafios, o IMDV do Virtus Partners estabeleceu seis eixos fundamentais para enfrentar o desafio da Transformação Digital:

1. A sensação de transformação está no cliente 

O centro e o foco das empresas maduras estão no cliente. Isso não mudou e não vai mudar. De fato, no mundo digital, ele se intensifica e acelera: os clientes estão mais informados e conectados, por isso esperam mais do produto ou serviço, a uma velocidade maior.

Empresas líderes entendem o que seus clientes estão procurando, como se comportam, como veem a empresa e como responderão a diferentes propostas de valor. Todos na organização os conhecem e tomam decisões com eles no centro, antecipando assim a concorrência.

2. Não é só tecnologia, é também estratégia

As empresas líderes têm um objetivo mobilizador.

Eles projetam e redesenham estratégias distintas de forma permanente em um entendimento robusto da situação atual e desejada. Vivemos em um mundo em constante mudança, onde o aprendizado e a adaptação são essenciais. Em um contexto de ruptura digital, o atributo flexibilidade se intensifica. Os avanços aumentam exponencialmente e a ameaça nem sempre vem da própria indústria.

 3. A mudança nasce de dentro das pessoas

Se a cultura não muda, não há mudança. Os líderes devem ser exemplos e promotores de novas formas de trabalho, permitindo-lhes assumirem maiores riscos, considerando o fracasso como fonte de aprendizagem e promovendo a diversidade.

Uma mudança dessa magnitude é impossível se não for feita com os outros. Portanto, devemos aproveitar o ecossistema em que vivemos (centros de inovação, startups, consultores, etc.).

4. Operações: experiências através de novos canais

Para transformar a operação para o cliente, é necessário se colocar no lugar deles. Todos os pontos de contato (análogo ou virtual) devem ser mapeados com os clientes, entendendo suas necessidades e sofrimentos, para definir e construir uma experiência “ótima” para cada um.

Uma experiência que envolve o processo antes e depois da decisão do usuário, incluindo aqueles que influenciam a decisão. Os processos são projetados para serem mais empáticos com o cliente, enquanto são automatizados para torná-los mais eficientes.

5. Da intuição aos dados e dos dados à ação

A coleta e análise de dados servem para melhorem a tomada de decisão. Informações que anteriormente não eram usadas agora desempenham um papel de liderança. Com melhores dados, os insights gerados podem “desbloquear” valores substanciais, tanto para o cliente quanto para a operação interna. No entanto, a análise de dados também é complexa, o que implica incorporar novos recursos à organização.

6. Tecnologia mudando o jogo

A tecnologia permite novos modelos de negócios, diferentes formas de agregar valor, novas formas de trabalho e níveis de automação da operação sem precedentes.

Um processo de transformação exige que os líderes compreendam em profundidade as tecnologias disponíveis, seu impacto nos negócios e as novas possibilidades que elas abrem. Em um mundo onde a mudança só acelera, a capacidade de se manter atualizado, aprendendo continuamente, é fundamental.

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