Cultura organizacional e gestão de riscos

“A cultura adequada possibilita ao conselho, à diretoria e aos membros da liderança ter a confiança de que os funcionários farão a coisa certa em situações difíceis.”

Saber com clareza a relação entre a cultura e as metas de negócios e considerá-la na formulação da estratégia é uma característica comum das empresas de alta performance. Esse é um aspecto fundamental para definir o grau de apetite ao risco, que irá determinar se a organização adotará uma postura agressiva ou conservadora.

A falta de alinhamento necessário para a execução da estratégia pode limitar a capacidade de obter os resultados esperados. Se uma empresa com perfil agressivo e inovador adotar uma estratégia conservadora, sua performance ficará abaixo do seu potencial pleno. No outro extremo, uma empresa com cultura conservadora terá dificuldade para executar uma estratégia que exija alto grau de risco e provavelmente, abandonará a estratégia ao primeiro sinal de queda nos resultados e antes de colher os benefícios pelo risco assumido

Assim, é importante garantir que o apetite ao risco da empresa, ou seja, sua vontade, capacidade e tolerância para assumi-los seja adequado à cultura. Este alinhamento visa manter a consistência na definição e execução das estratégias do negócio, permitindo inclusive revisar a estratégia e/ou a cultura corporativa se necessário. Para obter o alinhamento adequado é imprescindível envolver as pessoas, que são a base da cultura organizacional.

A consolidação da cultura depende das pessoas e elas precisam estar motivadas e ser incentivadas a adotar e partilhar o conjunto de crenças, valores e princípios desejados.

Parte dos incentivos está na remuneração. Recompensar executivos por assumir riscos sem ultrapassar– os limites estabelecidos é um aspecto importante de qualquer estrutura de remuneração.  Comissões sobre vendas, bônus e opções de ações são alternativas utilizadas em muitos setores, pois, além do efeito motivacional, têm clara influência no comportamento.

Para que a cultura seja consistente em todos os níveis, desde os cargos mais seniores até os operacionais, é necessário engajar os funcionários em torno da visão, missão e valores da empresa.  A cultura adequada possibilita ao conselho, à diretoria e aos membros da liderança ter a confiança de que os funcionários farão a coisa certa em situações difíceis. É considerada muitas vezes um aspecto “soft”, importante, mas difícil de gerenciar. Atualmente, os acionistas, os reguladores, a mídia e até mesmo os clientes questionam cada vez mais para entender melhor como a cultura influencia a tomada de decisões e os riscos assumidos.

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