Governança Corporativa em PMEs

Adotar os princípios da Governança Corporativa torna a empresa mais estruturada e, consequentemente, se transforma em um atrativo para os investidores

As práticas de governança corporativa são essenciais para aumentar o desempenho e a eficiência da empresa. O natural é pensarmos em GC para grandes corporações. No entanto, quanto mais cedo as práticas de Governança Corporativa em Pequenas e Médias Empresas (PMEs) forem adotadas, mais benefícios as organizações colherão principalmente em longo prazo.

Isso porque em linhas gerais a GC fornece um conjunto fundamental de ferramentas que pequenos e médios negócios podem utilizar como apoio à sobrevivência e ao crescimento competitivo.

Como a Governança Corporativa regula a maneira pela qual uma empresa é dirigida, ela resolve problemas referentes à ausência de controles e processos formais, tornando muito mais forte a imagem da organização perante o mercado.

Será que não é cedo para pensar em governança na minha empresa?

A Governança Corporativa em PMEs faz com que as empresas, desde cedo, sejam gerenciadas com base em um conjunto de princípios e ferramentas que evoluem à medida que o negócio cresce. Por exemplo, os controles internos, por mais simples que possam parecer, ajudam a evitar fraudes e permitem relatórios financeiros e planejamentos mais precisos.

Empresas que seguem os princípios da Governança Corporativa mostram ao mercado que são transparentes em suas operações, o que dá maior confiabilidade, além de preparar o negócio para futuras operações de mercado de capitais, como fusão e aquisição, IPO, entre outras.

Outro ponto a destacar é que vários provedores de capital de risco para PMEs, tais como private equity e venture capital, entendem que boa governança significa mais segurança e melhor retorno sobre o investimento.

Quais os motivos da adoção da Governança Corporativa em PMEs?

São quatro os princípios que norteiam a GC: transparência, prestação de contas, responsabilidade corporativa e equidade. Esses elementos contribuem para uma melhor relação entre shareholders (detentores de ações ou cotas) e stakeholders, conciliando interesses.

Outros benefícios da Governança Corporativa em PMEs:

  • Garantia de sustentabilidade do negócio;
  • Crescimento da empresa;
  • Aumento de valor;
  • Promoção da transparência aos investidores e público interessado;
  • Acesso ao mercado de capitais;
  • Adequação aos padrões internacionais;
  • Administração de conflitos de interesses;
  • Profissionalização da estrutura;
  • Atendimento a regulamentações.
  • A redução de desperdícios, pois funcionários treinados para seguir uma boa prática ética evitarão o desperdício excessivo de recursos da empresa e,
  • O fato de que a prática da transparência reduz os riscos de corrupção, fraudes e má administração.

Assim como ocorre nas grandes empresas, o aumento de produtividade e agilidade nas entregas, também são benefícios da Governança Corporativa nas PMEs.

Entre os principais motivos para o fim de um negócio estão conflitos entre sócios e acionistas. A governança trabalha na estruturação de relacionamentos para que essa relação seja equilibrada e busca, por meio de suas boas práticas, evitar que disputas pessoais coloquem o futuro do negócio em risco.

Por fim, mas não menos importante, está o fato de que ao adotar os princípios da GC a empresa torna-se mais estruturada e, consequentemente, se transforma em um atrativo para os investidores.

Exemplos de práticas de Governança Corporativa em pequenas e médias empresas

A Governança Corporativa possui uma estrutura que especifica deveres e responsabilidades, eles são distribuídos entre diferentes partes interessadas, como diretores e acionistas, por exemplo. Também, explicita regras e procedimentos para a tomada de decisões em assuntos corporativos.

Um bom exemplo de práticas de Governança Corporativa em PMEs é o de formar essa estrutura. Para começar, vem a formação do Conselho de Administração. Em empresas familiares é necessário implementar um Conselho Familiar para definir limites entre interesses familiares e empresariais, planejar sucessão, entre outros objetivos.

Ainda sobre a estrutura, é indicado contratar uma auditoria independente e ter uma equipe de auditores internos. Outras práticas da adoção da Governança Corporativa em PMEs incluem:

Como adotar os princípios da Governança Corporativa em PMEs?

Para começar, a fim de estruturar uma efetiva Governança Corporativa em PMEs a alta administração deve ter clareza sobre a estratégia de longo e médio prazo da empresa, o apetite ao risco da organização e, claro, mostrar todo seu apoio às políticas e aos procedimentos em vigor, agindo com honestidade, integridade e profissionalismo.

É importante que a PME implemente na prática políticas e procedimentos rigorosos, eficientes e transparentes para todas as áreas de operação. Reforçando o que foi mencionado no tópico anterior, algumas das políticas e procedimentos aconselháveis são:

  • Código de Ética e Conduta Organizacional;
  • Procedimentos para monitorar transações financeiras;
  • Procedimentos para identificar possíveis conflitos de interesses;
  • Procedimentos de Transparência e Divulgação;
  • Canal de comunicação para denúncias de práticas ilegais;
  • Plano de cargos, com descrição de competências e experiência exigida para cada função e responsabilidades bem definidas;
  • Política de Remuneração formal, cujos procedimentos de implementação devem estar alinhados com a cultura da empresa, objetivos de longo prazo e estratégia, bem como com o ambiente onde a empresa atua;

Não podemos esquecer que transparência e divulgação são essenciais para uma boa governança corporativa.

Muitos dos grandes escândalos contábeis do passado ocorreram, em parte, à divulgação inadequada. A falta de transparência – que pode ser atribuída à insuficiência de informação fornecida aos funcionários e ao público – pode ser corrigida com procedimentos e canais efetivos de transmissão de informações.

Portanto, adotar a Governança Corporativa em PMEs significa ter sistemas em funcionamento para garantir que informações corretas e relevantes ​​sejam compartilhadas externa e internamente. É algo essencial para empresas que buscam um crescimento sustentável.  Quanto mais cedo começarem, mais cedo colherão os frutos de uma gestão com transparência, prestação de contas, responsabilidade corporativa e equidade.

FONTE:

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